Ciclo da vida
Para quem não é afeito às histórias e figuras mitológicas, talvez ainda desconheça o Oroboro - "devorador de cauda", em grego. Esta criatura em forma de serpente ou dragão, cuja figura circular se apresenta devorando a própria cauda, é associada à criação do Universo, em diversas culturas da Antiguidade, e simboliza o ciclo da vida, o infinito, a dualidade das mudanças que se propagam no tempo, como criação/destruição, nascimento/morte, e também a ressurreição, a evolução e renovação.
Se a vida é um eterno ciclo de fins e recomeços, aqui inicio um tempo de renovação, trazendo novas criações, ideias, experiências, aprendizados, adquiridos ao longo de nove anos de ausência neste espaço dedicado às artes manuais. E assim como um Oroboro, foi preciso devorar minha própria cauda e morrer para renascer, ressuscitar, evoluir, renovar e recriar minha veia artesã ancestral.
Desse modo, retomo o Filó da Vovó com as postagens de minhas produções mais recentes, começando pela Mandala, outro símbolo tão antigo quanto o Oroboro, que também representa o Universo, a perfeição, a completude e a unidade. Próprias para a meditação e a contemplação.



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